quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Correndo na Praia
Domingo de sol, acordo bem cedinho e resolvo praticar exercícios ao ar livre. Me recuso a ficar naquele clima artificial de academia. Nunca acreditei que se exercitar no fresquinho do ar condicionado fazia bem, fico com a sensação de que não perdi todas as calorias que deveria ter perdido. Mas deve ter sido um sinal, um aviso dos deuses que me fez correr na praia. Me alongo, faço os exercícios de respiração, pois não sei respirar direito e vou com toda a coragem para minha corrida matinal.Fone no ouvido e trilha sonora selecionada.Não corro nem quinze minutos e não sei onde foi parar meu alongamento e nem a técnica para respirar.Que dor, que falta de ar! Páro e tento me recuperar. Surge você na minha frente com todo esse corpo escultural, com toda essa pose de corredor profissional, com toda essa educação, com todo esse charme. Perdi o ar de vez! E eu, coitada, tentando manter o mínimo de sensualidadel possível disparo: Eu sabia que não era saudável correr na esteira e no ar condidionado da academia, sabia que era só ilusão!
Você, todo educado e todo gostoso me solta a risada mais linda que já ví na minha vida e me oferece uma água de coco. Irrecusável! Preciso descobrir seu nome, telefone e todo o resto. Minha vontade era perguntar: Meu bem, de onde você veio tem mais igual? Esse conjunto de educação e beleza está em falta por aqui. Mas me contenho. Bebemos a água de coco e conversamos. Não me pergunte o que porque não lembro. Estava muito ocupada admirando toda essa escultura. Que braços, que pernas, que bunda, que abdome, que boca, que sorriso, que olhos. Filho, você é dígno de um palavrão. Puta que pariu, que homem é esse??
Uma semana depois eu abandono a academia e já estamos nos exercitando todos os dias ao ar livre. Maravilhoso. Eu sabia que era mais saudável. Falando nisso, que saúde, gente. Não poderia deixar você escapar tão fácil assim. Rapidinho dei um jeito de nos tornármmos mais íntimos. Te covidei para um almoço e você aceitou na condição de que você preparasse. Concordei na condição que fosse no meu apartamento.Você me prepara um almoço totalmente natureba. E eu gostei, de verdade. Não sei se por tanta boa vontade da minha parte ou se por estar tudo realmente uma delícia. O almoço foi perfeito. Passamos a tarde juntos, num clima maravilhoso ao som de Leone e outros sons que eu adoro e que você também curte. E eu, incansavelmente, admirando tudo. Seu jeito de falar, seu jeito de olhar, seu tom de voz, seu corpo. Tudo! Até mesmo o seu jeito de invadir a minha privacidade. Invade, meu bem! Você pode tudo com esse charme, com esse perfume. Pode mecher nas minhas coisas, ler o que escrevo e opinar do jeito mais sencível que já ví. Invade de uma vez! Mas se entrar, fique sabendo que não vou deixar sair. Nunca, nunquinha que me permitiria perder alguém com tantas qualidades. Além das já citadas, você é inteligente. É extremamente sexy você conjulgando os verbos tão direitinho. Tem estabilidade profissional e isso não te impede de querer mais, não é acomodado. Quer um relacionamento estável, diz estar cansado de tantos desencontros. Quer se envolver, quer se entregar, mergulhar de cabeça e acreditar. Não te contei, mas sou profissional nisso. Tá percebendo o quanto somos feitos um para o outro? Eu nunca acreditei no acaso, mas nosso encontro deve ter sido a prova que realmente ele não existe. Tá escrito! Só pode ser essa a explicação. E se não estiver, que não me
venha nenhum desagradável me dizer que não tem sentido, que estou louca. Deixem eu acreditar que vai dar certo. Estou adorando a sensação. E se for ilusão, deixem que eu me iluda feliz.
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