terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Onde mora o perigo
De repente, vem o tédio me assombrar com aquela sensação de vazio. Um buraco tão grande que é impossível determinar em que ponto a solidão reside. Um celular na mão é o bastante pra qualquer mulher conhecer a linha quase imperceptível que separa o sorriso de uma lágrima. Reler mensagens antigas até que pode ser um passatempo divertido, mas pra dar fim ao tédio, só tateando os nomes da agenda. E é exatamente aí que mora o perigo. É que toda vez que isso acontece, o que fica são apenas o que sobra das besteiras que eu faço. Um jogo de palavras provocativas é o caminho sem volta. E não adianta, sempre vai ter aquele com quem cada palavra pronunciada tenha efeito "contorcionismo de bexiga". E sim, esse cara é você. Começo na mensagem de texto e não demora muito já está do meu lado com aquele sorriso no canto da boca, os olhos ardentes e respiração ofegante. Então, já não faço ideia do que seja o significado de tédio. Fico com esse sorriso besta estampado numa cara ridícula de tanta babação. E você vem com a pergunta que eu nunca sei responder: "O que foi?" Acaricio seu nariz e beijo sua boca. Porque eu sou boa mesmo é com as palavras escritas. Tanta coisa que queria ter dito, mas você aqui na minha frente, deitado na minha cama me paralisa de tal maneira que expresso um leve sorriso achando ser a pessoa mais expressiva que há. E no dia seguinte, me resta fazer o que melhor sei: Mando aquela mensagem de texto que só eu saberia elaborar pro seu telefone.
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